A casa foi aberta em 2014 e tem quatro consultores, sem estagiário e sem equipe terceirizada. Dois vieram da implantação de sistemas de gestão, um da controladoria de uma indústria e um da área de suprimentos. Ninguém aqui ganha por indicar fornecedor: a ausência de parceria comercial está escrita no nosso contrato de prestação de serviço.
Atendemos empresas de vinte a quatrocentos funcionários que já decidiram trocar de sistema ou desconfiam que precisam: indústrias de embalagem, confecções, distribuidoras e operadores logísticos. Ficamos em Petrópolis e atendemos a região serrana e a capital, com pelo menos duas visitas presenciais em cada trabalho.
O trabalho começa longe da tela: lemos as planilhas e os cadastros que a empresa mantém e conversamos com quem os preenche. Só depois escrevemos a lista de requisitos, e nenhum fornecedor é chamado antes de ela estar pronta e validada pela própria equipe. A lista é o único documento que permite dizer, meses depois, por que a escolha foi aquela.
Todas as demonstrações seguem o mesmo roteiro, com as mesmas situações e os mesmos dados de exemplo — comparação só existe quando as perguntas são idênticas. E a migração dos cadastros antigos é avaliada junto com o sistema, nunca depois dele: é a parte que mais consome tempo em toda transição.
O que não fazemos: não desenvolvemos, não parametrizamos e não damos suporte a sistema; não somos revenda, parceiro nem representante e não recebemos comissão, desconto ou brinde de fornecedor; não negociamos contrato em nome do cliente e não assinamos por ele; e não conduzimos a implantação — entregamos o plano e acompanhamos as etapas, quem executa é o fornecedor escolhido com a equipe da empresa.